Com uma única bolsa de sangue é possível salvar até quatro vidas. No entanto, lamentavelmente, nem todos estão indicados a realizar esse ato de amor. No caso específico dos pacientes odontológicos, a sugestão é observar as condições de saúde bucal para garantir uma situação segura ao doador e aos beneficiários.
Estar com a saúde bucal em dia sempre é a condição desejada, principalmente porque diversas alterações sistêmicas podem começar a partir de um foco infeccioso intraoral, afinal a saúde começa sempre pela boca, porém nem todos têm a chance de realizar exames antes da doação. Normalmente, os hemocentros definem alguns prazos restritivos para aqueles que passaram por procedimentos com potencial de contaminação.
Confira o tempo de resguardo indicado pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) para doação de sangue após a realização de procedimentos odontológicos:
– Profilaxia, tratamento endodôntico, preparo de coroa dental: 24 horas;
– Extrações e tratamento de canal sem sangramento posterior: sete dias ou mais, conforme período de uso de medicação;
– Cirurgia odontológica com anestesia geral: quatro semanas;
– Colocação de piercing na boca: 12 meses;
– Cárie e ajuste de aparelho ortodôntico: de 24 a 72 horas, sendo o tempo mais longo no caso de sangramento;
– Implantes: 30 dias, desde que o paciente permaneça assintomático.
Vale reforçar que, se o potencial doador perceber algum problema bucal, ele precisa procurar um cirurgião-dentista antes de procurar o hemocentro para avaliação e eliminação de qualquer foco que possa impedi-lo de fazer a doação.








