O que são as aftas e como tratá-las?

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A boca é uma região extremamente vascularizada e bastante sensível, por isso é suscetível a lesões e sangramentos, que, na maioria dos casos, tonam-se aftas. Conceituando, as aftas são lesões arredondadas, recobertas por uma membrana branco-amarelada e apresentam uma mancha avermelhada em torno. Elas tendem a surgir na língua e nas paredes internas da boca, porém podem se desenvolver em qualquer parte da cavidade bucal. Outra classificação comumente vista é a estomatite aftosa, que acontece devido à perda de tecido da mucosa oral, podendo aparecer isolada ou em maiores quantidades.    

As mulheres tendem a desenvolver com maior frequência as aftas, muito em decorrência de disfunções hormonais, porém qualquer paciente pode ser acometido. Alergias, estresse, alteração nutricional e predisposições genéticas contribuem para o aparecimento das lesões, as quais geralmente desaparecem entre cinco e quinze dias. Vale lembrar que as aftas não são contagiosas, mesmo assim precisam de tratamento. O assunto de hoje diz respeito às condutas que devem ser tomadas para evitar o surgimento e, caso apareçam, para tratá-las da melhor forma. Boa leitura!

CAUSAS

As pessoas com baixa imunidade são naturalmente pré-dispostas a possuir aftas, seja esse estado decorrente de alguma doença específica ou pelo uso de medicamentos controlados. Portadores do vírus do HIV sofrem pelo ataque direto desse agente ao sistema imunológico, o que desencadeia o surgimento das aftas, que costumam ser os primeiros sinais da ação do vírus no organismo. Câncer e Diabetes são outras enfermidades que fragilizam os pacientes e permitem que as lesões apareçam. A primeira devido aos efeitos colaterais da radioterapia e da quimioterapia, já a segunda devido ao excesso de açúcar na saliva.  

Outros fatores que podem desencadear as aftas são o estresse emocional e as mudanças hormonais. Como citado anteriormente, pessoas do sexo feminino tendem a ter mais lesões, sobretudo graças ao constante desequilíbrio hormonal causado pelo período menstrual e pelo uso de medicações inibidoras da ovulação. A deficiência de ferro no organismo também é um aliado das aftas; as ausências da vitamina B12 e do ácido fólico na dieta impactam nos mesmos moldes. A alergia a alimentos específicos também acarreta no desenvolvimento das úlceras bucais.

Vale alertar que as crianças tendem a ter aftas em uma proporção maior do que os adultos. Próteses e histórico familiar contribuem ainda para esse quadro.

SINTOMAS

Podemos afirmar, sem qualquer questionamento, que as dores provocadas pelas aftas são bastante intensas. Uma lesão não muito extensa pode desencadear uma dor tão incômoda que dificulta a alimentação e a fala. Além da dor, as aftas são caracterizadas por feridas abertas no interior da boca – brancas ou amareladas e com um contorno vermelho – com um leve sangramento. O ressecamento dos lábios e a perda do paladar também são comuns.  Em alguns casos, não muito costumeiros, o paciente pode apresentar febre, indisposição e inchaço dos linfonodos.

Existem situações mais graves, onde as lesões podem se espalhar pela região do esôfago e da garganta, o que gera dificuldade para engolir os alimentos a sensação de falta de ar. Os bebês e as lactantes também sofrem com as aftas. Os pequenos sentem muita irritação e incômodo ao se alimentarem e as mamães podem contrair uma eventual infecção oriunda da criança, tendo sensibilidade elevada nos mamilos e dor constante nos seios.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Grande parte dos casos não necessita de um tratamento específico, pois as aftas tendem a desaparecer sozinhas. Porém, se a dor se tornar insuportável, o dentista pode receitar pomadas anestésicas ou até um procedimento conhecido como laserterapia. Para as crianças e para as mães que estejam com alguma infecção, o médico poderá prescrever um antifúngico para os dois pacientes.

Pessoas com imunidade baixa também poderão fazer uso desse tipo de medicamento, mas há a chance de eles não surtirem efeito, dependendo do estágio da enfermidade. Assim, existe a possibilidade do uso de uma droga mais forte para exterminar os agentes nocivos mais rapidamente.

A prevenção é o melhor remédio de todos. Por isso, mantenha a boca sempre higienizada e vá ao dentista frequentemente, bem como tenha atenção com a alimentação e evite o consumo exagerado de glicose. Consumir laticínios com lactobacilos vivos é outra medida eficaz.

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