Figurando a lista de problemas mais relatados nos atendimentos odontológicos de urgência, a fratura ou trauma dentário configura, além da dor e dos transtornos imediatos, um problema inadiável ao paciente.
Mesmo que não desencadeie dor ou perda aparente em um primeiro momento, sinais que nesses casos nos levam a ignorar a necessidade de assistência, o recomendável é recorrer, no mesmo instante, a um cirurgião-dentista de sua confiança.

O que fazer em causas de traumas dentários?
A depender da origem do trauma em questão – geralmente partindo de problemas com mastigação por dentes fragilizados a acidentes no âmbito doméstico (como quedas e pancadas) ou mesmo de natureza mais grave – é no momento da urgência que o dano será avaliado de forma mais detalhada para que se definam, a partir do primeiro diagnóstico, as próximas medidas.
Alguns dos fatores essenciais para avaliar se o dano foi apenas estético, estrutural ou mais complexo são a localização do dente, bem como a presença ou ausência da dor na região e o tempo decorrido entre o incidente e os primeiros socorros.
Esses mesmos aspectos, após o diagnóstico, também serão determinantes para conter o problema, que pode requerer desde a profilaxia analgésica a reparos superficiais e, em casos mais delicados, o tratamento de canal.
Nos casos de trauma infantil, quando, na maioria das vezes, as lesões atingem os dentes de leite, a extração também pode ser uma opção considerada, uma vez detectado o comprometimento severo da estrutura ou uma iminente perda dentária.
Trauma no esmalte dentário
Luxação
Caracteriza-se pelo deslocamento dentário com presença ou não de hemorragia, dependendo da intensidade do trauma, seja ele devido à lesão no tecido gengival ou a danos no osso alveolar.
O reposicionamento do elemento dentário e a sua contenção podem ser uma medida eficaz a ser adotada no caso.
Ao detectar a presença de danos pulpares, uma intervenção endodôntica pode complementar o tratamento.
Trauma coronário ou de raiz
Além da dor, esse tipo de lesão tem como principal sinal observável um dano maior à estrutura, que pode comprometer, além do esmalte e da dentina, a polpa dentária, inclusive com possível mobilidade da área afetada.
Nesses casos, para evitar que o problema se agrave, a orientação é buscar, de preferência imediatamente ou no limite de três horas após o ocorrido, o atendimento de urgência.
Quando a fratura é horizontal, deve-se priorizar a preservação do elemento radicular por meio do reposicionamento, bem como a necessidade de um tratamento endodôntico que, assim como em certos casos de luxação, pode ser necessário para evitar complicações na polpa.
Avulsão ou perda total do elemento dentário
Nela, o alvéolo fica completamente vazio pelo impacto resultante na queda do dente que, se localizável, deve ser preservado em soro ou leite gelado para uma reimplantação emergencial.
O procedimento deve ocorrer imediatamente após o trauma ou em, no máximo, uma hora, para um prognóstico mais favorável que afaste a possibilidade de perda permanente.
Em caso de perda inevitável, a compensação estética por meio do implante dentário deve ser considerada.








